terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FALA MESTRE...

É sempre bom pensar tendo como objeto de reflexão obras de sábios que nos conduzem ao crescimento tanto intelectual quanto pessoal, se é que podemos dissociar as duas coisas. Refiro-me ao pensador Rubem Alves. A sua capacidade de nos "prender" à sua leitura é algo fascinante; coloquei prender entre aspas para justificar que o prender que me refiro é algo demasiadamente prazeroso. Sem mais delongas convido o caro leitor para refletir, caso já tenha lido, convido-o a reler, pois, é sempre bom repensar sobre o tema que o mestre aborda de maneira deliciosa.


Quero-quero


“O senhor vai me entender. Tenho filhos e estou a procura de uma escola que seja boa para eles...”Com essas palavras a jovem senhora se explicou ao senhor à sua frente, assentado numa poltrona, atrás de uma escrivaninha. Era o diretor da escola. Ele sorriu, levantou-se e fez um gesto com a mão... E foi assim que se iniciou a visita. Ele, diretor antigo, caminhava à frente, explicando as coisas da escola, da educação, da vida. Ele sabia sobre o que estava falando. Ela, jovem, mãe e dona de casa, ia seguindo, observando, ouvindo. Ele mostrava com orgulho as salas de aula, os laboratórios, as quadras esportivas, a biblioteca... Terminada a visita, de volta ao gabinete do diretor, a conversa aproximou-se do desfecho. O diretor estava confiante. Era difícil para uma mãe, uma simples dona de casa, resistir à autoridade e clareza dos seus argumentos. Foi então que a mãe tomou a iniciativa:“Como eu lhe disse, estou à procura de uma escola que seja boa para os meus filhos. E há algumas coisas a mais que gostaria de saber. Eu queria saber se essa escola é rigorosa, se ela aperta os seus alunos...” O diretor a tranqüilizou. “Quanto a isso a senhora pode estar descansada. Orientamos nossos professores no sentido de apertar ao máximo os alunos. A senhora compreende: vivemos num mundo competitivo, o vestibular está à espera e somente os mais aptos sobreviverão...” A mãe continuou: “Há uma outra coisa que me preocupa. Os alunos frequentam a escola por um período apenas, ou manhã, ou tarde. Sobra um tempo vazio... E eu desejo saber se a escola planeja esse tempo também, se é prática da escola dar tarefas para serem realizadas em casa, tarefas que encham esse tempo...” “Mas é claro. O nosso planejamento pedagógico se orienta no sentido de fazer com que os alunos estejam o tempo todo ocupados com as coisas da escola. No mundo em que vivemos não podemos nos dar ao luxo de tempo ocioso... O vestibular é cruel!” E, com um sorriso, acrescentou: “Eu sempre digo aos alunos, brincando: ‘Enquanto você está vadiando há um japonês estudando...’” A jovem mãe se levantou e, sorrindo, se explicou: “O senhor sabe... Como lhe disse, estou à procura de uma escola que seja boa para os meus filhos. A coisa que mais desejo para meus filhos é que eles sejam felizes. Portanto, uma escola boa para os meus filhos terá de ser uma escola em que eles se sintam felizes. Terá de ser uma escola em que eles aprenderão que aprender dá prazer. Uma escola em que os livros sejam um motivo de felicidade e não uma obrigação. Mas o senhor me disse que seus professores são orientados no sentido de ‘apertar’ as crianças. Agora, tomando por mim, eu não me sentiria feliz se vivesse sendo ‘apertada’. Aperto dá stress... Além do que, eu acho que é importante que as crianças tenham tempo livre para fazer o que quiserem: brincar, construir coisas, excursionar, fazer as infinitas coisas que não estão previstas nos programas escolares... Eu tenho medo de que, se meus filhos viessem a frequentar a sua escola, eles iriam associar aprendizagem com sofrimento e acabariam por ter raiva de aprender...” E ainda sorrindo, despediu-se do diretor e saiu rumo a uma outra escola...Literatura se faz com uma mistura de realidade e fantasia. Isso que relatei é literatura: não foi exatamente assim que aconteceu. Mas aconteceu! Essa mãe peregrinou de escola em escola à procura da escola na qual os seus filhos se sentiriam felizes. Depois de muito procurar, achou. Quem quiser saber os detalhes é fácil. É só procurar a Eliana França Leme.Quem é ela? Eu acho que as vocações não podem ser aprendidas. Só podem ser despertadas. Ninguém aprende a ser poeta. Ninguém aprende a ser compositor. Ninguém aprende a ser psicanalista. As vocações nascem com a pessoa, como sementes. Claro. Há os cursos, os saberes. Mas os cursos e saberes são apenas a terra onde a dita semente pode germinar. Penso o mesmo dos educadores. Não há escolas onde se produzam educadores. Os educadores nascem educadores. É o caso da Eliana.O que faz um educador é o amor pelas crianças; e o amor pelas crianças que teimam em viver mesmo naqueles que já cresceram. O amor é esperto: ele sempre acha um jeito de chegar até o lugar onde mora o objeto amado. Pois não foi isso que fez a Rapunzel? Ela, presa na torre. O seu amor, lá em baixo, longe... Aí o seu desejo do abraço fez seus cabelos crescerem, crescerem muito, até chegar ao chão. E os seus cabelos se transformaram, então, numa escada pela qual o seu Príncipe subiu até ela. Um psicanalista imaginoso diria logo: cabelos são fios que saem da cabeça. Ora, os fios que nascem da cabeça são os pensamentos. O amor faz nascer os pensamentos que levam até o objeto amado. É assim que acontece com os verdadeiros educadores: eles descobrem um jeito de chegar até as crianças.Pois foi o que a Eliana fez. Seus filhos cresceram e bateram asas. Mas ela continuou a amar as crianças. E da combinação de amor pelas crianças e inteligência cresceram, na cabeça dela, os fios que construíram o projeto educacional: “Quero-quero”. “Quero-quero” é o nome de um pássaro de pernas compridas (Vanellus chilensis lampronotus êta nome difícil!). Pode ser encontrado andando pelos campos. O nome está dizendo: quero, quero. Querer é desejar. Todos somos movidos pelo desejo. As crianças aprendem movidas pelo desejo. Essa é a intuição fundamental da Eliana: ela percebeu que a alma das crianças é habitada por sonhos, o maior deles sendo o desejo de ser amado e de construir o seu próprio futuro. Pedagogia do Desejo: é desse “quero-quero” que todos repetimos que brota o desejo de conhecer.E foi assim que ela e um grupo de amigos e voluntários começaram a construir um espaço para as crianças que vivem na pobreza e nas margens da sociedade. Ela descreve o seu projeto com a palavra “maternagem”. Quem usa a mesma palavra é o mestre Roland Barthes, dirigindo-se aos eruditos intelectuais franceses que assistiram, perplexos, à sua aula inaugural como professor do Collège de France. Ele sabia que mesmo os marmanjos que se assentariam nas suas classes não passavam de crianças. E ele descreve o seu projeto de maternagem como um espaço em que “as idas e vindas de uma criança que brinca em torno da mãe, dela se afasta e depois volta, para trazer-lhe uma pedrinha, um fiozinho de lã, desenhando assim ao redor de um centro calmo toda uma área de jogo, no interior da qual a pedrinha ou a lã importam finalmente menos do que o dom cheio de zelo que deles se faz.”É a criança que dá o programa. É ela que pega a pedrinha e o fiozinho de lã. A pedrinha e o fiozinho de lã são expressões do seu “quero-quero”. O centro calmo, a mãe, sorri e brinca. O seu sorriso diz à criança que ela pode ir, vir, explorar, se interessar pelo que quiser. Não se trata de um projeto para transformar as crianças em profissionais. As crianças vão para lá no período em que estão fora da escola. Para quê? Para serem elas mesmas. Para saber que elas não são objetos passivos que devem aprender aquilo que os adultos, mais fortes, lhes impõem: aquela pedagogia que a mãe chamada Paulo Freire chamou de “pedagogia bancária”: as crianças como cofres onde os adultos depositam seus capitais de saber, a fim de poder sacar, no futuro...A ciência, frequentemente, produz conclusões equivocadas. Piaget, analisando o desenvolvimento do aparato cognitivo das crianças, percebeu que ele passa por fases. Da mesma forma como uma planta passa por fases. Não se pode esperar que uma planta dê frutos quando ela ainda não está madura para isso. Essa constatação, que é científica, produziu uma conclusão pedagógica estranha: se as capacidades de aprender das crianças passam por fases, então as crianças devem ser agrupadas segundo a fase em que se encontram. Assim, o ambiente de aprendizagem de uma criança de 5 anos deve ser distinto e separado do ambiente de aprendizagem de uma criança de 9. As crianças aprendem, separadas em pequenos currais... Mas quando observamos um jardim Piaget, ao pensar sobre a aprendizagem, levou muito a sério o ambiente vital vemos que não é assim que a vida acontece: plantas, nas mais diversas fases de crescimento, convivem no mesmo espaço: árvores imensas ao lado de sementes recém brotadas, arbustos florescendo ao lado de plantas que perderam as folhas. É assim que é a vida. É nessa diversidade que se encontra a beleza do jardim. Jardim não é canteiro de mudas... Parte da aprendizagem, talvez a parte mais rica da experiência humana, é a convivência na diversidade: crianças, nas mais diversas fases de desenvolvimento cognitivo, habitando um mesmo espaço, aprendendo num mesmo espaço, ajudando-se umas às outras. Jardim... Inviável? É a falta de compreensão dessa dimensão humana que cria os mecanismos de segregação: as escolas se transformam em canteiros de mudas, todas iguais, separados por fase de crescimento. E se, no meio das mudas iguais aparece uma planta diferente, o jardineiro a arranca e a joga no lixo... Não seria bonito e verdadeiro se as escolas, ao invés de se parecerem com linhas de montagem, se parecessem com jardins? Se você quiser saber mais sobre o projeto “Quero-quero”, faça uma visita. Ele funciona no “Parque Ecológico”, numa das casas antigas, ao lado do Lago das Ninféias. Ou você pode falar diretamente com a Eliana: telefone 32552581, à tarde.(Correio Popular, 08/09/2002)

domingo, 27 de dezembro de 2009

REFLETINDO UM POUCO...

Alguns pensadores preferem se debruçar sobre coisas abstratas a pensar num mundo concreto e com inúmeros objetos para entender e/ou refletir. Pelo contrário, preferem viajar no mundo das ideias, não que eu seja contra o pensamento abstrato, sou apaixonado por mentes brilhantes. Mas o que quero pensar hoje é sobre a falta de ação por parte da maioria das pessoas, dentre elas, os intelectuais. Vamos pensar sobre nossas atitudes ante a um mundo selvagem, onde os interesses pessoais estão acima dos da coletividade. Não vivemos em comunidade há muito tempo, o "progresso" nos fez menos solidários e mais egoístas. É final de ano e muitas pessoas são tocadas por um sentimento de "culpa" e começam a ser humanas outra vez, pois antes de serem consumidas pelo dinheiro, poder, fama, etc. eram pessoas comuns; agora desconhecem a pobreza, fome, miséria... O que será da humanidade? Até quando nos comportaremos como se tudo fosse normal ou como alguns preferem, natural? Quando que dispiremos de toda a arrogância e presunção e veremos que todos tem direito a direitos iguais. A vida de luxo de uma minoria se contrasta com a subvida de milhões de miseráveis que são ignorados com uma frieza surpreendente por muitos, talvez, estejamos entre esses que não se comovem mais com o sofrimento alheio. Pois, não é nossa culpa. Os únicos culpados são as autoridades que nada fazem para amenizar o sofrimento do povo. Vivemos num mundo cão onde os meus intereses devem ser atendidos, quanto aos outros... Bom, eles que se virem! Não é assim? Que empresários, banqueiros, fazendeiros e pessoas da mesma "linhagem" possam lembrar que a propriedade privada hoje, antes não o era. Para melhor reflexão sobre a origem da propriedade privada sugiro: "A origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens", Rousseau. Quanto aos intelectuais, que tal se se tirassem a bunda da cadeira e ajudassem a amenizar o sofrimento de muitos de nossos irmãos. Sugiro a seguir o exemplo do inesquecível Florestan Fernandes. Que Deus possa continuar se compadecendo de nós.
Abaixo postei um vídeo para melhor refletirmos.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FLOR DA MANHÃ

O que seria de nós sem a poesia? Sinceramente não sei, na verdade não sei fazer poesias, mas as vezes penso algumas coisas que talvez não seja uma poesia. Não tenho pretenção de ser poeta, no entanto, arrisco-me a permitir que algumas palavras tomem o lugar dos pensamentos. Submeto meus pensamentos a vossos pensamentos.




Parece uma linda gazela,
Com leveza e graça infantil,
Com raios solares matinais do lindo sertão,
Tão linda e meiga és tu, menina!


O criador a fez como uma linda flor,
Perfeita e sensível aos olhos do admirador,
Que encanta o mais insensível e inútil ser,
Que perambula nos campos a sofrer.


Quando os rapazes que passam pela estrada,
Ao ver num encanto juvenil e faceiro,
Olhando com desprezo àqueles que desejam,
Apenas por instantes contemplar - ti.


Oh! Linda menina cruel e desalmada,
Por que feriste o coração de um pobre homem?
Tu és culpada, linda flor, de induzir-me a amá-la!
Eu queria apenas admirá-la.


Não precisa, ó linda flor,
Viver ao meu lado,
Permita-me apenas,
Admirá-la.


Não desdenhas de mim, ó menina!
Não perturbes a minha paz.
Sei que não sou digno de ti,
Mas... Deixe-me apenas amá-la.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

REFLEXÃO

Estamos chegando ao final de mais um ano e as pessoas começam a ser contagiadas pelo "espírito natalino". Surgem interesses outros que procuram superar os almejados nos anos anteriores, eis alguns: o comércio que almeja superar as vendas do ano anterior, famílias que, por sua vez, pretendem atingir novas conquistas, como: consumir mais, muito mais, afinal os móveis já estão velhos, a casa precisa de um reparo, as roupas já caíram de moda, a viajem de férias precisa se repetir, pois, os amigos, vizinhos e outros também vão descansar. O sentimento de solidariedade toma conta de tal maneira que fica patente o quanto a humanidade é virtuosa, no natal as pessoas amam, amam... Elas encarnam o mais nobre sentimento, 'o amor'. As pessoas, ou melhor, os miseráveis assistem a tudo isso sonhando em um dia também poderem comprar, ter uma casa decente, viajar... Ter aquelas roupas 'lindas' da televisão. O mais interessante desse período do ano é que muitas pessoas ficam bondosas, sensíveis e alegres. Outras ficam frustradas e muito tristes. As primeiras por terem conforto e uma família; as últimas por viverem no submundo e pensam que existem, todavia, a realidade a faz entender que não passa de mera ilusão e objeto de solidariedade dos 'humanos' de final de ano, pois o que seria dessas almas se não existissem os pobres para ajudarem no dia do nascimento de Jesus. Hipócritas! Talvez... Quem sabe todos nós estajamos entre esses. Por último, convido você para ver o vídeo de Rolando Boldrin. Tenho certeza que vai ser objeto de reflexão.
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domingo, 13 de dezembro de 2009

HOJE EU CHOREI


Sou um admirador das almas sensíveis e tenho a honra de ser amigo de uma grande poeta do Estado do Rio de Janeiro. A sua sensibilidade me cativa muitíssimo. Vejam abaixo uma de suas poesias:


Hoje eu chorei,

E nem sei o real motivo para essas lágrimas.

Vá saber, nessa mente vazia, a dor que passa

Quando choro sem mesmo saber onde é que me dói.



Hoje eu chorei,

E notei que o alívio não veio, nem mesmo depois

Que juntei pela cama os vestígios do amor de nós dois.

E sem mais eu fiquei lamentando essa dor que corrói.



Hoje eu chorei,

E pensei que seria melhor não contar pra ninguém

Que essa febre em meu corpo já faz tempo e não tem

Um remédio que eu possa tomar e curar a ferida.



Hoje eu chorei,

E cansei de secar uma lágrima de presença eterna,

E deixei de sonhar a ilusão de sorrir mais sincera,

Como era quando encontrava em você a saída...



Vanessa Rodrigues

domingo, 6 de dezembro de 2009

PARA QUE SERVE A ARTE NA EDUCAÇÃO?

Este é o titulo de artigo da professora da USP, Ana Mae Barbosa que com propriedade escreve sobre um tema de grande relevância, no entanto, pouco discutido no meio educacional, talvez seja devido a falta de interesse dos próprios educadores em debater sobre um assunto que os mesmos conheçam pouco ou ignoram a sua relevância. Inicialmente Barbosa faz um questionamento provocador. “Em um país onde a arte é pouco divulgada (com exceção da música popular e do cinema) de que forma um cidadão pode desfrutar de seu direito de acesso à cultura?”
Ao longo de seu artigo a professora responde este e outros questionamentos. Ela ainda destaca, dentre outras coisas, o elitismo da arte no Brasil que tem explicação na História, onde quem designa quem é artista em nosso país é o homem branco descendente de europeu.
A mulher, não tem espaço devido a hegemonia do homem. Assim sendo é mais um motivo de exclusão a qual o povo comum, ou seja, a massa é tolhida impiedosamente de apreciar a Arte no Brasil.
“Um país só pode ser considerado culturalmente desenvolvido se tiver uma produção de alta qualidade e uma compreensão desta produção também de alta qualidade”. Este é o pensamento da professora Barbosa que arremata dizendo: “No Brasil precisamos democratizar a compreensão da Arte e da Cultura”. Talvez este seja um dos principais desafios que o Brasil enfrenta, no campo da Arte, mas nem tudo está perdido, pois recentemente o governo da Bahia trouxe para Salvador obras de Auguste Rodin, que estão a disposição de todos os brasileiros no Palacete das Artes. Observamos na prática com essa atitude o que deseja a professora Barbosa e todos os amantes da Arte: a democratização de um patrimônio que é de todos nós.
É sem dúvida um grande desafio inserir a Arte no meio educacional, tendo em vista a pouca preparação dos professores e, principalmente o descaso de muitos gestores municipais que desconhecem a importância da Arte; talvez isso seja devido a ignorância da maior parte desses que dirigem as cidades brasileiras.
Concluindo, quero considerar mais um pensamento da professora Ana Mae Barbosa “a Arte torna a pessoa mais inteligente”. Fica aqui nosso desejo de que um dia todos tenham acesso a Arte desde a mais tenra idade.
Para nosso regozijo, desfrutemos de algumas obras de Rodin.
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sábado, 5 de dezembro de 2009

MOZART

Em um dia como hoje, 5 de Dezembro, deixava esse mundo um dos músicos clássicos mais talentosos de todos os tempos. E nosso espaço não poderia deixar em branco a lembrança do gênio Wolfgang Amadeus Mozart. Conheça um pouco mais sobre Mozart clicando no link: http://www.starnews2001.com.br/mozart.html
No vídeo usufrua da música maravilhosa de nosso músico.
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

III CONFERÊNCIA DE CULTURA

Conforme divulgado aqui, realizamos em nossa cidade a I Conferência de Cultura, que a prefeitura local denominou de I, ignorando uma que houve na gestão anterior. Houve boa participação de pessoas interessadas no desenvolvimento da cultura em nosso munícipio. Delegados foram eleitos para representar o munícipio na III Conferência Estadual que aconteceria no final do mês de Novembro, como de fato aconteceu. Mas infelizmente o poder público municipal não enviou os delegados eleitos para representar o nosso município e defender nossas propostas, o que lamentamos profundamente; isso demonstra o descaso com a cultura em nossa cidade. Gostaria de saber o que se passa na cabeça de governantes que não sabem ou não se importam com a cultura de um povo. Fica aqui o nosso repúdio ao descaso do poder público municipal.

domingo, 29 de novembro de 2009

RUBEM ALVES

Transcrevo abaixo, para nosso deleite, texto do professor e escritor Rubem Alves: A arte de ouvir. Penso que as coisas boas devem ser compartilhadas, é com esse objetivo que convido você para refletir sobre o escrito do professor Alves. Boa leitura!

"De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: “No princípio era o Verbo”. Eu acrescento: “Antes do Verbo era o silêncio.” É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim. Para ouvir as vozes do silêncio. Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: “Cessa o teu canto! Cessa, que, enquanto o ouvi, ouvia uma outra voz como que vindo nos interstícios do brando encanto com que o teu canto vinha até nós. Ouvi-te e ouvia-a no mesmo tempo e diferentes, juntas a cantar. E a melodia que não havia se agora a lembro, faz-me chorar...” A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa para por não haver o que dizer tratamos logo de falar qualquer coisa, para por um fim no silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio, é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano o nome do filme é “Aconteceu em Tóquio”. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do Ser. A filosofia oriental, pela questão do Vazio, do Nada. É no Vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. “Como é a professora?”, sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: “Ela grita...” Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete. “Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...”
Será que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão porque há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não haja cursos de escutatória. Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir.
Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana “Cem Mondialità” a sugestão de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma justa preocupação com o escutar claro. Amamos não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar..."

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PROJETO NO CEP

Os alunos da 2ª série do ensino médio do Centro Educacional de Planalto, realizou nessa quinta-feira o projeto que teve como tema: E sua cidade como vai? abordando os problemas corriqueiros de uma cidade pequena, que pouco difere das grandes cidades. O empenho dos alunos na realização do projeto foi de suma importância para uma reflexão acerca dos problemas que a cidade de Planalto enfrenta. Um dos assuntos abordados pelos alunos foi a questão ambiental, que se discute muito, mas pouco se faz para minimizar os danos que nós causamos ao meio ambiente. Foi sem dúvida um momento oportuno para repensarmos a nossa postura ante a degradação do meio ambiente. Veja um vídeo que nos faz refletir sobre nossa atuação enquanto moradores do planeta Terra.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O FILME DO ANO

"Ele já é um mito". Essa fala é cada vez mais pronunciada nos quatro cantos do Brasil. Estou falando do atual presidente do Brasil, Lula, que tem surpreendido não apenas nós brasileiros, mas o mundo com suas ações. Por ter se tornado um ícone do Brasil, a vida do nosso presidente acaba de virar filme e já teve o seu pré-lançamento. Muitos são os comentários acerca do filme. Mas uma coisa todos já sabem, vai bater recordes de bilheteria. Vamos aguardar? Por enquanto podemos ver o trailer do filme: LULA, O FILHO DO BRASIL.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


O dia da consciência negra requer de todos nós uma pronfunda reflexão, pois entendo que o dia de hoje tem grande significado para todos os brasileiros, no entanto, é motivo para várias declarações carregadas de racismo. Isso devido a pequena visibilidade que a mídia dar ao dia 20 de Novembro, não fazendo uma leitura verdadeira do momento histórico, pelo contrário suscitando nos incautos mais dúvidas. Muita gente impregnada de racismo estufa o peito para dizer que esse dia é desnecessário, porquanto o negro é igual a todo os outros, será? Sabemos que o negro é igual em sua constituição biológica, no entanto, não é igual aos brancos por diversos aspectos, podemos citar como exemplo a sua pouca escolaridade, poder aquisitivo, participação no mercado de trabalho de maior destaque; em detrimento do 'branco' etc,. O que quero considerar aqui é que o dia de hoje é muito importante, mas ainda é insuficiente para podermos fazer grandes comemorações. Abaixo um vídeo para refletirmos um pouco.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

O NOVEMBRO NEGRO NA BAHIA


O deputado federal Luiz Alberto do PT da Bahia tem sido um dos representantes mais atuantes das causas envolvendo os quilombos, por isso, tem se destacado pela defesa no congresso nacional por aqueles que são e sempre foram marginalizados na história do nosso país. Segue abaixo matéria do sítio do deputado que fala sobre a programação que antecede ao 20 de Novembro. Logo após o texto assista um vídeo que tem grande significado para todos nós brasileiros. O navio negreiro de Castro Alves continua vivo entre nós.



Este ano, a ação ganha caráter internacional, com a inclusão do Seminário Experiências Iberoamericanas de Promoção da Igualdade Étnico-Racial, que acontece de domingo (15) até terça-feira, no Hotel Vila Galé, em Ondina. A celebração do 20 de Novembro em ato público na Praça Castro Alves, com a presença do presidente Lula, confere o caráter nacional do projeto. No Estado, a população é envolvida através de várias ações promovidas pelos movimentos negros, por órgãos do governo estadual e das prefeituras de todos os territórios de identidade.
São diversas as exposições, mostras de filmes, conferências, oficinas, marchas, seminários, realizadas em Salvador e em municípios como Alagoinhas, Lauro de Freitas, Camaçari, Conceição da Feira, Irecê, Porto Seguro, Seabra, Souto Soares, Ituberá, Itacaré e Juazeiro, sempre com abordagens étnico-raciais. Ao público em geral, a chamada à reflexão sobre o contexto do racismo no Brasil chega através de uma forte campanha publicitária, lançada pela Sepromi em veículos de comunicação como outdoor, tv, rádio, jornal, revistas, ônibus e mobiliários urbanos.

"A nossa idéia é consolidar um ambiente favorável para a implementação de políticas de promoção da igualdade racial no estado da Bahia", afirma a secretária de Promoção da Igualdade, Luiza Bairros, que destaca o Decreto Estadual de Políticas para as Comunidades Remanescentes de Quilombos entre as ações de governo a serem lançadas no bojo do Novembro Negro. O documento, que define as diretrizes das políticas públicas baianas para quilombos, será assinado pelo governador Jaques Wagner em ato com participação do presidente Luís Inácio Lula da Silva, nos 20 de Novembro, na Castro Alves.
A praça mais popular de Salvador será palco de outros atos como a assinatura do Estatuto Nacional de Promoção da Igualdade Racial, pelo presidente Lula, e o anúncio do governador de comunidades que serão beneficiadas com a regularização de suas terras. Desta forma, a Castro Alves será o espaço da celebração nacional do 20 de Novembro, concentrando todas as manifestações tradicionais da data, a exemplo das caminhadas que saem do Campo Grande e da Liberdade.
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domingo, 15 de novembro de 2009

120 ANOS DE REPÚBLICA

O dia de hoje passa por despercebido pelo povo brasileiro. O aniversário da proclamação da república parece não ter nenhuma importância para a maioria da população brasileira. Esta falta de interesse tem sua origem a exatos 120 anos, pois o povo brasileiro assistiu bestializado como bem disse um dos participantes do movimento, Rui Barbosa. O novo regime político brasileiro pouco mudou a vida do povo e não podia ser diferente, tendo em vista a forma como aconteceu a mudança da monarquia para a república. Houve uma mudança de regime, no entanto, a estrutura política e econômica permaneceu a mesma. As pessoas envolvidas no processo pertenciam a elite brasileira, ou seja, a coisa aconteceu de cima para baixo, como ainda é muito comum em nosso país. Não houve um enfrentamento por parte do povo para derrubar um regime que privilegiava aos ricos. Lima Barreto fora feliz ao dizer que "O Brasil não tem povo, tem público". Que o dia de hoje possa servir para repensar a nossa postura como cidadãos ante a situação política-social que estamos inseridos. O nosso questionamento é: como você tem se posicionado ante a práticas autoritárias de muitos de nossos representantes? Veja no vídeo a análise do professor Samuel acerca da conjuntura que desencadeu a proclamação da república.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SOMOS RACIONAIS?

O ser humano é realmente surpreendente. Um ser racional que é capaz de práticas difíceis de compreender. A sociedade atual é regida por uma força que manipula seus membros com extrema facilidade, estamos na era da informação que muito informa e pouco forma, por isso, as pessoas podem tornar-se alienadas pelo excesso de informação que maqueia o verdadeiro saber. A mídia tem uma incrível capacidade de fazer com que pessoas pensem de forma padronizada e com isso discaracterizando a pluralidade humana. Quero convidar o leitor para pensar acerca de um fato que fora destaque no Brasil e exterior. A jovem estudante universitária, Geisy Arruda, que passou por incompreensível humilhação. Provavelmente ao sair de sua casa naquele dia não imaginara o quanto a sua vida teria tanta repercussão, tão somente por ser bonita e atraente, algo que possivelmente muitas burguesinhas paulistas não o são, ficou evidente nesse acontecimento o quanto nossa sociedade é preconceituosa, não quero entrar aqui na discussão moral das coisas, todavia, pensar acerca de atitudes puritanas de jovens de famílias abastadas que em muitos casos são resultados de homens gananciosos e sem escrúpulos. E o mais lamentável foi a decissão da Faculdade em penalizar a jovem com a sua expulsão da entidade. Mas como? Ela não foi a vítima? Finalizo dizendo que é ridículo a atitude dos representantes da elite podre paulista.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

REVISTA FORBES E NÃO A VEJA

Como o nosso espaço é democrático e procura focar as coisas boas, não poderia deixar de fazer referência a um acontecimento que mexe com todos nós brasileiros, uns poucos são indiferentes, por não aceitarem a projeção que ele ganhou e outros por ignorarem a capacidade e sensibilidade que Deus lhe outorgou. Acredito que o leitor já sabe de quem estou falando. Pois é... O analfabeto, nordestino, baixinho, mestiço, deficiente físico, ex operário, etc, etc. O homem que tem sobrenome Silva, nome comum aos brasileiros. Lula foi incluído na lista dos mais poderos do mundo, pela revista americana Forbes. Ao contrário das revistas conservadoras brasileiras a Forbes não omite a capacidade do presidente do Brasil. O lugar que ocupa hoje é um reconhecimento de políticas públicas que tem colocado o Brasil em um lugar compatível com o seu tamanho e riquezas naturais. Recentimente a mídia golpista deu destaque a um artigo de FHC quando o mesmo destila todo o seu veneno contra o presidente Lula, que diferente dele não é intelectual e de origem burguesa, o ex presidente provavelmente ainda viverá muitos anos para acompanhar os feitos do analfabeto e operário Lula. Quanto a FHC viverá na solidão de sua arrogância e prepotência. Já Caetano Veloso, que caiu na "bestagem" de criticar o presidente por não ser um homem de letras, perdeu muito da admiração que nutria.









terça-feira, 10 de novembro de 2009

SEU NOME FAZ JUS

No dia 9 de novembro a nossa querida cidade, Vitória da Conquista, completou 169 anos de emancipação política, digo nossa pela importância que a mesma representa para todas as cidades que estão em seu entorno. Todos nós somos um pouco conquistenses e eu em particular tenho imensa satisfação em fazer parte da História de Conquista. Ela tem uma riqueza maravilhosa em todos os sentidos, mas aqui quero destacar a sua riqueza cultural que muito nos orgulha. Terra de grandes artistas. Não podemos deixar de fazer referência a alguns deles. Quem não já ouviu falar de Glauber Rocha, o pai do cinema novo? Conquista tem muitos artistas e intelectuais que merecem o nosso respeito e admiração; destaco o saudoso Mozart Tanajura que nos deixou um legado intelectual imprescindível. Ainda em nosso meio temos o já citado, nesse espaço, Elomar Figueira, a quem admiro por sua simplicidade e maestria, nosso menestrel. São muitos artistas conquistenses uns já conhecidos pelo grande público e outros que ainda são desconhecidos. Abaixo vejam o vídeo de Mariana Macedo que tem uma voz encantadora e vem se destacando como ótima intérprete. Participou do projeto Som na Praça.
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domingo, 8 de novembro de 2009

NOSSO PATRIMÔNIO

Estamos na semana da cultura e não podíamos deixar de fazer referência à capoeira, tendo em vista a sua grande importância para todos os brasileiros. O motivo de destacar a capoeira é pela incompreensão que sempre existiu para com os seus praticantes e pais da capoeira. Por ter tido sua origem nas senzalas é mais do que natural, num país como o nosso, que ela e seus praticantes sofram vários tipos de preconceito. A capoeira é nossa riqueza cultural que mais se identifica com a nossa história de luta pela liberdade. Faço aqui em nosso espaço uma homenagem ao contra mestre Binho Kapoeira que por muito tempo tem se dedicado em ensinar essa arte viva a nossas crianças. A sua luta e dedicação é digna de todo o nosso louvor, pois durante todo esse período Binho fez e continua fazendo um trabalho voluntário como poucos fizeram em nossa cidade. Parabéns Binho e não deixe de colaborar com a formação de nossas crianças através dos ensinamentos da capoeira. Abaixo assista vídeo de nosso patrimônio cultural.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ÁLISSON MENEZES


O criador o presenteou com uma voz linda e uma capacidade de criação maravilhosa. Tenho a alegria de compartilhar aqui em nosso espaço o vídeo de Álisson Menezes a quem tive o prazer de conhecer na realização da I Feira Cultural de Planalto. Conheça um pouco esse compositor e intérprete baiano. As informações abaixo são do sítio do próprio autor.



Álisson Menezes compositor e intérprete é natural da pequena cidade de Iguaí no interior da Bahia, onde viveu durante toda a sua infância e adolescência. Muito cedo deixou sua terra natal e ouvindo o chamado da música resolve "correr trecho". A música o levaria a passar um tempo em Brasilia onde pôde mostrar um pouco do seu trabalho na noite brasiliense, mas a alma do compositor é ávida por conhecimento e inspiração e assim tendo sorvido um pouco da cultura daquela região, parte para Salvador, onde passa uma temporada divulgando seu trabalho na capital e região, levando-o a ter contato com a autêntica música da Bahia, como o samba de roda do recôncavo, entre outros.



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ESTAMOS MUDANDO

O momento que ora vivemos em nosso país é muito positivo, por vários aspectos, mas podemos destacar o combate a desigualdade social que programas do governo federal tem efetuado com grande sucesso. É nítida as trasformações que tem ocorrido no Brasil principalmente no que se refere ao aumento da renda do povo brasileiro. O IPEA divulgou resultado de pesquisa que mostra a mudança da pirâmide social do Brasil. Leia abaixo matéria do jornal O Globo que aborda o assunto.
Em apenas três anos (2005 a 2008), 18,5 milhões de brasileiros tiveram elevação real em seus rendimentos individuais superior ao crescimento da renda per capita e à inflação. Com isso, subiram na pirâmide social brasileira. Esta é uma das conclusões de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que se baseou nos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad 2008), do IBGE. O documento, divulgado ontem, mostra que sete milhões de pessoas deixaram o segmento de baixa renda e ascenderam à classe média e 11,5 milhões passaram a fazer parte da camada de mais alta renda do país.Por este estudo é possível perceber que a sociedade brasileira voltou a ter mobilidade. É um quadro de ascensão social que deriva das melhoras ocorridas no mercado de trabalho em termos de ampliação do emprego e, sobretudo, melhora da renda disse Marcio Pochmann, presidente do Ipea.O estudo do Ipea considera como classe média rendimentos mensais entre R$ 188 e R$ 465; alta acima de R$ 465; e, abaixo de R$ 188, são classificados como baixa renda. Essa rápida ascensão aos níveis mais altos de renda, segundo a pesquisa, se deu com mais intensidade nas regiões Sudeste e Nordeste, e atingiu uma parcela maior de indivíduos negros e do sexo feminino.Além disso, essa população deixou de se concentrar nas grandes cidades e foi para cidades do interior. Na base da estrutura social brasileira percebemos que a mobilidade social está fortemente associada ao sexo feminino e também à população negra que melhorou a sua condição no segmento da renda intermediária.Já temos hoje uma elite negra no país - disse Pochmann.País caminha para "figura de um barril", diz Pochmann O Ipea, órgão ligado ao governo federal, também verificou a representação de cada uma das classes sociais nas camadas de renda da população brasileira entre 1995 e 2008, chegando à conclusão que houve uma redução da participação do segmento de renda mais baixa. Em 1997, as pessoas que ganhavam menos representavam 34% da população economicamente ativa.No ano passado, essa participação caiu para 26%, o menor nível desde 1995. Já a classe média que respondia por 21,8%, cresceu para 37,4% no mesmo período. Já os de renda mais alta subiram de 35,8% para 36,6%.Segundo Pochmann, com esses resultados a ideia de pirâmide social no Brasil precisa ser reconfigurada, porque o país está caminhando para a "figura de um barril", que passará a representar a redução da presença da população de menor renda e a ampliação da de renda intermediária, acompanhada da melhora do estrato superior de renda dos brasileiros. Outro dado revelado no estudo foi a descentralização do desenvolvimento, das empresas e do emprego que estão saindo dos grandes centros urbanos rumo ao interior do país.- Não dá mais para dizer que o interior do Brasil é a parte mais pobre e as grandes cidades são as regiões mais ricas - afirmou Pochmann.

Fonte: O Glogo (RJ)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES

A Bahia foi o Estado que mais aderiu ao programa de capacitação de professores promovida pelo MEC. Serão 17 mil professores que ainda não tem graduação ou estão fora de sua área de atuação, que estarão ingressando em universidades públicas estaduais. É um esfoço conjunto dos governos federal, estadual e municipal para melhor preparar seus professores na expectativa de que a educação brasileira possa ter uma mudança significativa. Em Planalto não é diferente, cerca de 30 professores da rede municipal de ensino estarão, durante três anos, num esforço admirável deixando todos seus afazeres, família, e abrindo mão de muitas outras coisas para alcançar um grande desejo que é ver seu sonho realizado, uma graduação. Que acima de ser um curso superior é a realização de um grande desejo pessoal para esses professores que precisam da licenciatura para continuar exercendo o magistério. Em Planalto os professores aguardam posicionamento da secretaria municipal de educação para que esses educadores tenham transporte e ajuda de custo para a citada capacitação, pois a universidade que atenderá aos professores da região sudoeste é a UESB, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, que se localiza na cidade de Vitória da Conquista. O que nos leva a acreditar é que esses educadores terão a oportunidadade de se capacitarem, levando em consideração a pequena PARTICIPAÇÃO do governo municipal. Aos professores envolvidos nessa empreitada desejamos muito sucesso.



"É no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade". IMMANUEL KANT

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A FALA DO MESTRE

Só quem sabe os desafios de ser professor quem o é, confesso que não é nada fácil, no entanto, entendo ser um dos desafios mais dignos que uma pessoa possa ter. Nós, professores, somos extremamente criticados por diversos motivos, e quem geralmente tece essas críticas são pessoas que não conhecem na prática o que é ser educador num país como o nosso. Não que não devamos ser criticados, pelo contrário, toda crítica deve ser bem fundamentada para que através dela possa haver reflexão, contudo, o que precisa ser repensado é a valorização desse profissional para que mudanças significativas possam ocorrer. O professor, o profissional dos profissionais, precisa urgentemente entender a sua participação na construção de uma sociedade menos desigual, mas... de que maneira? Valorizando a sua formação e buscando constantemente repensar a sua prática educacional em meios a tantos desafios na contemporaneidade. Para pensar com muito mais profudidade e propriedade convido o leitor para apreciar o vídeo com o professor Pedro Demo um dos mais proeminentes educadores do Brasil da atualidade. Para conhecer um pouco mais sobre Demo visite: Pedro Demo em Blogs Recomendados. Tenho certeza que você vai se deleitar com as orientações do professor Demo.
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sábado, 31 de outubro de 2009

ITO MORENO

"Baiano da cidade de Macaúbas, Ito Moreno, desde muito cedo enveredou-se pelo caminho da música. Nascido de uma família de músicos, cresceu em meio aos chorinhos de Altamiro Carrilho, Valdir Azevedo, Jacob do Bandolim, do som sincopado de Jackson do Pandeiro e da sanfona nordestina de Luiz Gonzaga. Subiu ao palco pela primeira vez aos quatro anos de idade.
Aos 15 anos se muda para Salvador, quando tem contato com o movimento cultural Poetas da Praça, iniciando um novo aprendizado cultural na efervescente capital da Bahia. A cultura soteropolitana, a influência de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, João Gilberto, constituem um caldeirão, uma salada de influências na vida desse compositor interiorano". As informações acima estão no sítio de Ito Moreno.
A boa música é para ser apreciada, por isso, posto mais um vídeo de um de muitos artistas da Bahia. Veja Ito Moreno no programa Sr Brasil de Rolando Boldrin.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

POR QUE FREIRE AINDA INCOMODA A ELITE BRASILEIRA?

Dando uma pesquisada sobre a vida de Paulo Freire encontrei um texto que julgo interessante postar aqui em nosso espaço, tendo em vista a sua relevância. O texto em questão se encontra no Blog "Aprender Direito" do professor Titular do Departamento de Direito da UFSC Horácio Wanderlei. O mesmo foi postado pela mestranda Adriana Silva; que por minha vez trago até você para sua apreciação.
Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O que estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do "filósofo" e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu "Norte" e "Bíblia", esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!São Paulo, 11 de setembro de 2008Ana Maria Araújo Freire".

terça-feira, 27 de outubro de 2009

PAULO FREIRE 2ª PARTE

Depois de ter bebido cada palavra do gênio Paulo Freire, na primeira parte da entrevista, compartilho com você a segunda parte da última entrevista do homem que deve ser motivo de orgulho para todos nós brasileiros. Que pena que muitos não conhecem as contribuições que ele dera para a educação no Brasil e no mundo! E que continua contribuindo através de seu exemplo de vida e suas maravilhosas obras que deixara como legado. Confira o vídeo e absorva cada pensamento do intelectual brasileiro Paulo Freire.
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sábado, 24 de outubro de 2009

CARNE E CAPITALISMO

Existem coisas que fazemos diariamete e não damos conta do seu grau de importância. Estamos acostumados a vermos as coisas superficialmente e com isso não desenvolvemos nosso senso crítico. Por isso, faz se necessário, para aqueles que querem pensar sobre um tema bastante interessante, realizar a leitura do artigo "A carne que nos consome" de Matheus Bacelar, quando o mesmo trata com extrema capacidade sobre um dos alimentos mais desejados pelo povo brasileiro; digo desejado, pois o seu preço não o torna tão presente nas mesas dos brasileiros de baixa renda.
"Mas se existem tantos aspectos negativos em relação à carne, porque poucas pessoas falam sobre isso? Porque sociedade e governo não tomam uma atitude frente a este problema? As respostas destas perguntas estão nos interesses econômicos e políticos. Utilizando uma propaganda forte e intensiva, a indústria da carne conquista a mente dos consumidores com uma variedade cada vez maior de produtos e apelos sociais. Além da invasão americana do fast food, possuímos os nossos próprios modelos consumistas para a carne. Ir a grandes churrascarias e rodízios tornou-se um símbolo de status na sociedade brasileira, onde a quantidade e variedade de carnes qualificam tanto o estabelecimento como quem o frequenta, atribuindo valores sociais ao consumo destes produtos. E este é um mercado em constante crescimento no nosso país. Hoje, existem mais cabeças de gado no Brasil do que de pessoas".
Leia na íntegra o artigo em: tosabendomais.com.br

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O NOSSO MENESTREL

A música regional tem um dos maiores expoentes aqui em nossa região, o menestrel Elomar Figueira. Ele nos brinda com um indescrível dom que Deus o concedera. E nós nos regozijamos com suas letras irrepreensíveis. Lamentavelmente existem poucos apreciadores da boa música, e não podia ser diferente pelos costumes de nosso povo. Em especial aqui na Bahia onde o que mais se ver são músicas de duplo sentido. Nossas crianças e jovens são bombardeados por essas músicas que nada acrescentam, muito pelo contrário, levam nossas filhas e filhos a desenvolverem hábitos nada saudáveis e dignos de louvor. A juventude ainda não consegue apreciar músicas de qualidade. Não as culpo por isso, muito pelo contrário, elas são vítimas, pois não crescem ouvindo Elomar Figueira, Xangai e outros.
Convido você a apreciar o nosso menestrel no vídeo abaixo.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

UM PENSADOR ADMIRÁVEL

"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade". Este pensamento do humanista Paulo Freire nos sensibiliza ou pelo menos deveria. Um dos maiores intelectuais do século XX, este pensador brasileiro é uma fonte maravilhosa de conhecimento e humanismo. Freire era um combatente incansável da desigualdade social do Brasil e dedicou a sua vida à educação entendendo que a mesma poderia transformar vidas. Convido você para se deleitar com a última entrevista de Paulo Freire que viera a falecer 15 dias depois da entrevista.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

ESTAMOS NO CAMINHO CERTO

Fome Zero reduziu a desnutrição infantil em 73%, diz ONG."O grupo ativista ActionAid divulgou relatório nesta sexta-feira elogiando o Brasil e a China pelos esforços feitos para combater a fome nos países. O documento cita o programa Fome Zero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reduziu a desnutrição infantil em 73% e a mortalidade infantil em 45% no Brasil. A China reduziu o número de pessoas que passam fome em 58 milhões ao longo de dez anos.Contrastando com isso, outros 30 milhões se somaram às fileiras dos que passam fome na Índia desde meados dos anos 1990, apesar do aumento da renda per capita nesse país, e 47% das crianças com menos de 6 anos de idade estão abaixo do peso.O documento aponta ainda que a maioria dos países ricos vem descumprindo suas promessas de aumentar a ajuda alimentar e agrícola dada aos países pobres.Divulgado no Dia Mundial da Alimentação, o relatório também afirma que as promessas recentes do G8 de gastar US$ 20 bilhões nos próximos três anos para ajudar os países pobres a se alimentarem não estão sendo cumpridas e que não foi fixado nenhum cronograma claro para as ações.O número de pessoas que passam fome no mundo ultrapassou 1 bilhão este ano -105 milhões mais que em 2008 (...)" - Agência Reuters - 16.10.09.O Fome Zero compreende vários Programas (Bolsa Família, Restaurantes Populares, Agricultura Familiar etc), e vem alcançando notáveis resultados, como os acima destacados pela ONG. A notícia é boa. Resta-nos aguardar os "mas..." que certamente virão de setores para lá de manjados.
Blog de Gregório Matos - Portal Luis Nassif

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ESTAMOS CERCADOS DE ABUTRES

Diante de tão inteligente e irônica leitura da elite branca brasileira não ouso colocar aqui uma linha de meu pensamento, por entender que é muito mais sensato de minha parte convidar o querido leitor desse blog a fazer uma leitura deste que é considerado por muitos, como uma das mentes mais brilhantes de nosso país e da América Latina, o professor e sociólogo Emir Sader. Garanto que você vai se deleitar com a linguagem usada pelo professor Sader, ainda que possa discordar de algumas de suas ideias. Algo que considero difícil devido a sensatez de seu raciocínio. O artigo que recomendo é: "Os Frias defendem a democracia contra as crianças brasileiras". No endereço: www.cartamaior.com.br