terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FALA MESTRE...

É sempre bom pensar tendo como objeto de reflexão obras de sábios que nos conduzem ao crescimento tanto intelectual quanto pessoal, se é que podemos dissociar as duas coisas. Refiro-me ao pensador Rubem Alves. A sua capacidade de nos "prender" à sua leitura é algo fascinante; coloquei prender entre aspas para justificar que o prender que me refiro é algo demasiadamente prazeroso. Sem mais delongas convido o caro leitor para refletir, caso já tenha lido, convido-o a reler, pois, é sempre bom repensar sobre o tema que o mestre aborda de maneira deliciosa.


Quero-quero


“O senhor vai me entender. Tenho filhos e estou a procura de uma escola que seja boa para eles...”Com essas palavras a jovem senhora se explicou ao senhor à sua frente, assentado numa poltrona, atrás de uma escrivaninha. Era o diretor da escola. Ele sorriu, levantou-se e fez um gesto com a mão... E foi assim que se iniciou a visita. Ele, diretor antigo, caminhava à frente, explicando as coisas da escola, da educação, da vida. Ele sabia sobre o que estava falando. Ela, jovem, mãe e dona de casa, ia seguindo, observando, ouvindo. Ele mostrava com orgulho as salas de aula, os laboratórios, as quadras esportivas, a biblioteca... Terminada a visita, de volta ao gabinete do diretor, a conversa aproximou-se do desfecho. O diretor estava confiante. Era difícil para uma mãe, uma simples dona de casa, resistir à autoridade e clareza dos seus argumentos. Foi então que a mãe tomou a iniciativa:“Como eu lhe disse, estou à procura de uma escola que seja boa para os meus filhos. E há algumas coisas a mais que gostaria de saber. Eu queria saber se essa escola é rigorosa, se ela aperta os seus alunos...” O diretor a tranqüilizou. “Quanto a isso a senhora pode estar descansada. Orientamos nossos professores no sentido de apertar ao máximo os alunos. A senhora compreende: vivemos num mundo competitivo, o vestibular está à espera e somente os mais aptos sobreviverão...” A mãe continuou: “Há uma outra coisa que me preocupa. Os alunos frequentam a escola por um período apenas, ou manhã, ou tarde. Sobra um tempo vazio... E eu desejo saber se a escola planeja esse tempo também, se é prática da escola dar tarefas para serem realizadas em casa, tarefas que encham esse tempo...” “Mas é claro. O nosso planejamento pedagógico se orienta no sentido de fazer com que os alunos estejam o tempo todo ocupados com as coisas da escola. No mundo em que vivemos não podemos nos dar ao luxo de tempo ocioso... O vestibular é cruel!” E, com um sorriso, acrescentou: “Eu sempre digo aos alunos, brincando: ‘Enquanto você está vadiando há um japonês estudando...’” A jovem mãe se levantou e, sorrindo, se explicou: “O senhor sabe... Como lhe disse, estou à procura de uma escola que seja boa para os meus filhos. A coisa que mais desejo para meus filhos é que eles sejam felizes. Portanto, uma escola boa para os meus filhos terá de ser uma escola em que eles se sintam felizes. Terá de ser uma escola em que eles aprenderão que aprender dá prazer. Uma escola em que os livros sejam um motivo de felicidade e não uma obrigação. Mas o senhor me disse que seus professores são orientados no sentido de ‘apertar’ as crianças. Agora, tomando por mim, eu não me sentiria feliz se vivesse sendo ‘apertada’. Aperto dá stress... Além do que, eu acho que é importante que as crianças tenham tempo livre para fazer o que quiserem: brincar, construir coisas, excursionar, fazer as infinitas coisas que não estão previstas nos programas escolares... Eu tenho medo de que, se meus filhos viessem a frequentar a sua escola, eles iriam associar aprendizagem com sofrimento e acabariam por ter raiva de aprender...” E ainda sorrindo, despediu-se do diretor e saiu rumo a uma outra escola...Literatura se faz com uma mistura de realidade e fantasia. Isso que relatei é literatura: não foi exatamente assim que aconteceu. Mas aconteceu! Essa mãe peregrinou de escola em escola à procura da escola na qual os seus filhos se sentiriam felizes. Depois de muito procurar, achou. Quem quiser saber os detalhes é fácil. É só procurar a Eliana França Leme.Quem é ela? Eu acho que as vocações não podem ser aprendidas. Só podem ser despertadas. Ninguém aprende a ser poeta. Ninguém aprende a ser compositor. Ninguém aprende a ser psicanalista. As vocações nascem com a pessoa, como sementes. Claro. Há os cursos, os saberes. Mas os cursos e saberes são apenas a terra onde a dita semente pode germinar. Penso o mesmo dos educadores. Não há escolas onde se produzam educadores. Os educadores nascem educadores. É o caso da Eliana.O que faz um educador é o amor pelas crianças; e o amor pelas crianças que teimam em viver mesmo naqueles que já cresceram. O amor é esperto: ele sempre acha um jeito de chegar até o lugar onde mora o objeto amado. Pois não foi isso que fez a Rapunzel? Ela, presa na torre. O seu amor, lá em baixo, longe... Aí o seu desejo do abraço fez seus cabelos crescerem, crescerem muito, até chegar ao chão. E os seus cabelos se transformaram, então, numa escada pela qual o seu Príncipe subiu até ela. Um psicanalista imaginoso diria logo: cabelos são fios que saem da cabeça. Ora, os fios que nascem da cabeça são os pensamentos. O amor faz nascer os pensamentos que levam até o objeto amado. É assim que acontece com os verdadeiros educadores: eles descobrem um jeito de chegar até as crianças.Pois foi o que a Eliana fez. Seus filhos cresceram e bateram asas. Mas ela continuou a amar as crianças. E da combinação de amor pelas crianças e inteligência cresceram, na cabeça dela, os fios que construíram o projeto educacional: “Quero-quero”. “Quero-quero” é o nome de um pássaro de pernas compridas (Vanellus chilensis lampronotus êta nome difícil!). Pode ser encontrado andando pelos campos. O nome está dizendo: quero, quero. Querer é desejar. Todos somos movidos pelo desejo. As crianças aprendem movidas pelo desejo. Essa é a intuição fundamental da Eliana: ela percebeu que a alma das crianças é habitada por sonhos, o maior deles sendo o desejo de ser amado e de construir o seu próprio futuro. Pedagogia do Desejo: é desse “quero-quero” que todos repetimos que brota o desejo de conhecer.E foi assim que ela e um grupo de amigos e voluntários começaram a construir um espaço para as crianças que vivem na pobreza e nas margens da sociedade. Ela descreve o seu projeto com a palavra “maternagem”. Quem usa a mesma palavra é o mestre Roland Barthes, dirigindo-se aos eruditos intelectuais franceses que assistiram, perplexos, à sua aula inaugural como professor do Collège de France. Ele sabia que mesmo os marmanjos que se assentariam nas suas classes não passavam de crianças. E ele descreve o seu projeto de maternagem como um espaço em que “as idas e vindas de uma criança que brinca em torno da mãe, dela se afasta e depois volta, para trazer-lhe uma pedrinha, um fiozinho de lã, desenhando assim ao redor de um centro calmo toda uma área de jogo, no interior da qual a pedrinha ou a lã importam finalmente menos do que o dom cheio de zelo que deles se faz.”É a criança que dá o programa. É ela que pega a pedrinha e o fiozinho de lã. A pedrinha e o fiozinho de lã são expressões do seu “quero-quero”. O centro calmo, a mãe, sorri e brinca. O seu sorriso diz à criança que ela pode ir, vir, explorar, se interessar pelo que quiser. Não se trata de um projeto para transformar as crianças em profissionais. As crianças vão para lá no período em que estão fora da escola. Para quê? Para serem elas mesmas. Para saber que elas não são objetos passivos que devem aprender aquilo que os adultos, mais fortes, lhes impõem: aquela pedagogia que a mãe chamada Paulo Freire chamou de “pedagogia bancária”: as crianças como cofres onde os adultos depositam seus capitais de saber, a fim de poder sacar, no futuro...A ciência, frequentemente, produz conclusões equivocadas. Piaget, analisando o desenvolvimento do aparato cognitivo das crianças, percebeu que ele passa por fases. Da mesma forma como uma planta passa por fases. Não se pode esperar que uma planta dê frutos quando ela ainda não está madura para isso. Essa constatação, que é científica, produziu uma conclusão pedagógica estranha: se as capacidades de aprender das crianças passam por fases, então as crianças devem ser agrupadas segundo a fase em que se encontram. Assim, o ambiente de aprendizagem de uma criança de 5 anos deve ser distinto e separado do ambiente de aprendizagem de uma criança de 9. As crianças aprendem, separadas em pequenos currais... Mas quando observamos um jardim Piaget, ao pensar sobre a aprendizagem, levou muito a sério o ambiente vital vemos que não é assim que a vida acontece: plantas, nas mais diversas fases de crescimento, convivem no mesmo espaço: árvores imensas ao lado de sementes recém brotadas, arbustos florescendo ao lado de plantas que perderam as folhas. É assim que é a vida. É nessa diversidade que se encontra a beleza do jardim. Jardim não é canteiro de mudas... Parte da aprendizagem, talvez a parte mais rica da experiência humana, é a convivência na diversidade: crianças, nas mais diversas fases de desenvolvimento cognitivo, habitando um mesmo espaço, aprendendo num mesmo espaço, ajudando-se umas às outras. Jardim... Inviável? É a falta de compreensão dessa dimensão humana que cria os mecanismos de segregação: as escolas se transformam em canteiros de mudas, todas iguais, separados por fase de crescimento. E se, no meio das mudas iguais aparece uma planta diferente, o jardineiro a arranca e a joga no lixo... Não seria bonito e verdadeiro se as escolas, ao invés de se parecerem com linhas de montagem, se parecessem com jardins? Se você quiser saber mais sobre o projeto “Quero-quero”, faça uma visita. Ele funciona no “Parque Ecológico”, numa das casas antigas, ao lado do Lago das Ninféias. Ou você pode falar diretamente com a Eliana: telefone 32552581, à tarde.(Correio Popular, 08/09/2002)

domingo, 27 de dezembro de 2009

REFLETINDO UM POUCO...

Alguns pensadores preferem se debruçar sobre coisas abstratas a pensar num mundo concreto e com inúmeros objetos para entender e/ou refletir. Pelo contrário, preferem viajar no mundo das ideias, não que eu seja contra o pensamento abstrato, sou apaixonado por mentes brilhantes. Mas o que quero pensar hoje é sobre a falta de ação por parte da maioria das pessoas, dentre elas, os intelectuais. Vamos pensar sobre nossas atitudes ante a um mundo selvagem, onde os interesses pessoais estão acima dos da coletividade. Não vivemos em comunidade há muito tempo, o "progresso" nos fez menos solidários e mais egoístas. É final de ano e muitas pessoas são tocadas por um sentimento de "culpa" e começam a ser humanas outra vez, pois antes de serem consumidas pelo dinheiro, poder, fama, etc. eram pessoas comuns; agora desconhecem a pobreza, fome, miséria... O que será da humanidade? Até quando nos comportaremos como se tudo fosse normal ou como alguns preferem, natural? Quando que dispiremos de toda a arrogância e presunção e veremos que todos tem direito a direitos iguais. A vida de luxo de uma minoria se contrasta com a subvida de milhões de miseráveis que são ignorados com uma frieza surpreendente por muitos, talvez, estejamos entre esses que não se comovem mais com o sofrimento alheio. Pois, não é nossa culpa. Os únicos culpados são as autoridades que nada fazem para amenizar o sofrimento do povo. Vivemos num mundo cão onde os meus intereses devem ser atendidos, quanto aos outros... Bom, eles que se virem! Não é assim? Que empresários, banqueiros, fazendeiros e pessoas da mesma "linhagem" possam lembrar que a propriedade privada hoje, antes não o era. Para melhor reflexão sobre a origem da propriedade privada sugiro: "A origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens", Rousseau. Quanto aos intelectuais, que tal se se tirassem a bunda da cadeira e ajudassem a amenizar o sofrimento de muitos de nossos irmãos. Sugiro a seguir o exemplo do inesquecível Florestan Fernandes. Que Deus possa continuar se compadecendo de nós.
Abaixo postei um vídeo para melhor refletirmos.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FLOR DA MANHÃ

O que seria de nós sem a poesia? Sinceramente não sei, na verdade não sei fazer poesias, mas as vezes penso algumas coisas que talvez não seja uma poesia. Não tenho pretenção de ser poeta, no entanto, arrisco-me a permitir que algumas palavras tomem o lugar dos pensamentos. Submeto meus pensamentos a vossos pensamentos.




Parece uma linda gazela,
Com leveza e graça infantil,
Com raios solares matinais do lindo sertão,
Tão linda e meiga és tu, menina!


O criador a fez como uma linda flor,
Perfeita e sensível aos olhos do admirador,
Que encanta o mais insensível e inútil ser,
Que perambula nos campos a sofrer.


Quando os rapazes que passam pela estrada,
Ao ver num encanto juvenil e faceiro,
Olhando com desprezo àqueles que desejam,
Apenas por instantes contemplar - ti.


Oh! Linda menina cruel e desalmada,
Por que feriste o coração de um pobre homem?
Tu és culpada, linda flor, de induzir-me a amá-la!
Eu queria apenas admirá-la.


Não precisa, ó linda flor,
Viver ao meu lado,
Permita-me apenas,
Admirá-la.


Não desdenhas de mim, ó menina!
Não perturbes a minha paz.
Sei que não sou digno de ti,
Mas... Deixe-me apenas amá-la.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

REFLEXÃO

Estamos chegando ao final de mais um ano e as pessoas começam a ser contagiadas pelo "espírito natalino". Surgem interesses outros que procuram superar os almejados nos anos anteriores, eis alguns: o comércio que almeja superar as vendas do ano anterior, famílias que, por sua vez, pretendem atingir novas conquistas, como: consumir mais, muito mais, afinal os móveis já estão velhos, a casa precisa de um reparo, as roupas já caíram de moda, a viajem de férias precisa se repetir, pois, os amigos, vizinhos e outros também vão descansar. O sentimento de solidariedade toma conta de tal maneira que fica patente o quanto a humanidade é virtuosa, no natal as pessoas amam, amam... Elas encarnam o mais nobre sentimento, 'o amor'. As pessoas, ou melhor, os miseráveis assistem a tudo isso sonhando em um dia também poderem comprar, ter uma casa decente, viajar... Ter aquelas roupas 'lindas' da televisão. O mais interessante desse período do ano é que muitas pessoas ficam bondosas, sensíveis e alegres. Outras ficam frustradas e muito tristes. As primeiras por terem conforto e uma família; as últimas por viverem no submundo e pensam que existem, todavia, a realidade a faz entender que não passa de mera ilusão e objeto de solidariedade dos 'humanos' de final de ano, pois o que seria dessas almas se não existissem os pobres para ajudarem no dia do nascimento de Jesus. Hipócritas! Talvez... Quem sabe todos nós estajamos entre esses. Por último, convido você para ver o vídeo de Rolando Boldrin. Tenho certeza que vai ser objeto de reflexão.
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domingo, 13 de dezembro de 2009

HOJE EU CHOREI


Sou um admirador das almas sensíveis e tenho a honra de ser amigo de uma grande poeta do Estado do Rio de Janeiro. A sua sensibilidade me cativa muitíssimo. Vejam abaixo uma de suas poesias:


Hoje eu chorei,

E nem sei o real motivo para essas lágrimas.

Vá saber, nessa mente vazia, a dor que passa

Quando choro sem mesmo saber onde é que me dói.



Hoje eu chorei,

E notei que o alívio não veio, nem mesmo depois

Que juntei pela cama os vestígios do amor de nós dois.

E sem mais eu fiquei lamentando essa dor que corrói.



Hoje eu chorei,

E pensei que seria melhor não contar pra ninguém

Que essa febre em meu corpo já faz tempo e não tem

Um remédio que eu possa tomar e curar a ferida.



Hoje eu chorei,

E cansei de secar uma lágrima de presença eterna,

E deixei de sonhar a ilusão de sorrir mais sincera,

Como era quando encontrava em você a saída...



Vanessa Rodrigues

domingo, 6 de dezembro de 2009

PARA QUE SERVE A ARTE NA EDUCAÇÃO?

Este é o titulo de artigo da professora da USP, Ana Mae Barbosa que com propriedade escreve sobre um tema de grande relevância, no entanto, pouco discutido no meio educacional, talvez seja devido a falta de interesse dos próprios educadores em debater sobre um assunto que os mesmos conheçam pouco ou ignoram a sua relevância. Inicialmente Barbosa faz um questionamento provocador. “Em um país onde a arte é pouco divulgada (com exceção da música popular e do cinema) de que forma um cidadão pode desfrutar de seu direito de acesso à cultura?”
Ao longo de seu artigo a professora responde este e outros questionamentos. Ela ainda destaca, dentre outras coisas, o elitismo da arte no Brasil que tem explicação na História, onde quem designa quem é artista em nosso país é o homem branco descendente de europeu.
A mulher, não tem espaço devido a hegemonia do homem. Assim sendo é mais um motivo de exclusão a qual o povo comum, ou seja, a massa é tolhida impiedosamente de apreciar a Arte no Brasil.
“Um país só pode ser considerado culturalmente desenvolvido se tiver uma produção de alta qualidade e uma compreensão desta produção também de alta qualidade”. Este é o pensamento da professora Barbosa que arremata dizendo: “No Brasil precisamos democratizar a compreensão da Arte e da Cultura”. Talvez este seja um dos principais desafios que o Brasil enfrenta, no campo da Arte, mas nem tudo está perdido, pois recentemente o governo da Bahia trouxe para Salvador obras de Auguste Rodin, que estão a disposição de todos os brasileiros no Palacete das Artes. Observamos na prática com essa atitude o que deseja a professora Barbosa e todos os amantes da Arte: a democratização de um patrimônio que é de todos nós.
É sem dúvida um grande desafio inserir a Arte no meio educacional, tendo em vista a pouca preparação dos professores e, principalmente o descaso de muitos gestores municipais que desconhecem a importância da Arte; talvez isso seja devido a ignorância da maior parte desses que dirigem as cidades brasileiras.
Concluindo, quero considerar mais um pensamento da professora Ana Mae Barbosa “a Arte torna a pessoa mais inteligente”. Fica aqui nosso desejo de que um dia todos tenham acesso a Arte desde a mais tenra idade.
Para nosso regozijo, desfrutemos de algumas obras de Rodin.
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sábado, 5 de dezembro de 2009

MOZART

Em um dia como hoje, 5 de Dezembro, deixava esse mundo um dos músicos clássicos mais talentosos de todos os tempos. E nosso espaço não poderia deixar em branco a lembrança do gênio Wolfgang Amadeus Mozart. Conheça um pouco mais sobre Mozart clicando no link: http://www.starnews2001.com.br/mozart.html
No vídeo usufrua da música maravilhosa de nosso músico.
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